Há algumas semanas ocorreram as eleições para o CRE - Conselho de Residentes Espanhóis em São Paulo, deveras importante para ecoar a voz de nossa comunidade junto aos orgãos oficiais da Espanha no Brasil. A chapa que compomos não tinha orçamento disponível para fazer uma grande campanha de divulgação e tivemos que inovar. Julgamos muito importante para o grupo eleger um representante jovem e atuante, pois, renovação não é discurso vazio ou figura de retórica, é ação real e aplicada.
Sendo assim, recorremos as novas mídias sociais para apresentar nossas ideias e convocar toda a Colônia para comparecer ao Consulado Geral a fim de exercer o sagrado direito à livre manifestação. Embora pouco valorizado por alguns o voto é essencial em qualquer democracia e em vista do passado recente deveria ser encarado quase como uma obrigação moral. Aqueles que tiveram este legítimo direito subtraído entendem o bem valioso e imprescindível que é à construção de uma sociedade justa.
No dia da eleição em frente ao Consulado encontro a um grande amigo de infância, Juanito, que leu meu comunicado e atendeu prontamente ao chamado. Mesmo distante entendeu a importância do pleito e se apresentou para votar. Desde pequeno sempre foi uma pessoa muito inteligente, leal aos amigos e honesto em sua posições. Tornou-se um requisitado profissional, que nem sempre tem tempo disponível para frequentar as atividades da Colônia, mas devido a tudo que vivemos em comum nos áureos anos deu o seu voto de confiança e participou deste feliz movimento. Mesmo o tempo e a distância não foram capazes de apagar nossa história.
Neste final de semana, Kely Buján, uma amiga maravilhosa casou-se e na festa pude rever muitos de nossos grandes amigos. Entre eles estava presente Juninho Amor, filho de Marcial Amor que não via a mais de 20 anos. Ficamos um bom tempo relembrando peripécias e travessuras de outrora. Lembrei exatamente da cena que passamos enquanto jogávamos futebol no terraço do clube, quando ele vestido de roupas e boné multicoloridos chutou a bola em mim goleiro e quebrou a vidraça da salinha. Tivemos que correr muito do Sr. Daniel Pellon, então diretor. Rimos demais juntos.
Há laços que o tempo não apaga. A história de todos que frequentaram a nossa comunidade é marcada pela amizade e companheirismo dos saudosos e inesquecíveis momentos da infância até a vida adulta, são legado positivo desta vivência estes laços verdadeiros que nos definem como Colônia. Os momentos são eternos, ficam para sempre, junto a saudade, a alegria e o privilégio de tê-los vivido.
Uma Colônia não se faz de falsos líderes arrivistas e traiçoeiros que gostam de aparecer às custas do trabalho da comunidade e que são movidos por espúrios interesses, nem de pseudo-intelectuais arrogantes, presunçosos e prepotentes que se acham monopolistas da verdade, muito menos de oportunistas mentirosos e aproveitadores adeptos da troca de favores e da negociação de vantagens. Uma Colônia se faz de amigos. Um forte abraço ao amigo Juan Enrique Minchón Padial e a todos que participaram de nossa inesquecível história. Y viva los amigos de Andalucia con mucho cachondeo, guasa y salero!
Encenação de "Pesebre" de "Marcelino Merchán" em 1991. Da esquerda para a direita: Paula Villalba, Diego Villalba, Camila Martins, Renata Martins, Leonel Balicas, Roberta Sevilhano, Thais Plaza, Gustavo Martins, Rodrigo Cañedo, Carolina de Paz, Karina Plaza, Tatiana Pellon, Juan Padial, Soraya Padial, Rodrigo Daparte, Enrique de Paz, Fernando Daparte, Cesar Daparte, Dario Salaño e Rafael Gil Gil.

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